Relações entre a Informática e o Direito

Como em todas as coisas da vida em sociedade, o Direito tenta acompanhar todas as evoluções do mundo cibernético e também a da revolução telemática, que vem desencadeando inúmeras repercussões na vida social, política e económica.

O Direito e a Justiça baseiam-se na recolha e tratamento de informações que constituem factos, assim o para o bom funcionamento do mundo judiciário, é necessário recorrer indispensavelmente a tecnologia para usufruir das suas vantagens como por exemplo: da comunicação de informações à distância. Contudo, estas grandes vantagens também podem ser /trazer múltiplos e complexos problemas jurídicos.

Direito Informático

Basicamente diz respeito ao levantamento, análise e resolução dos problemas jurídicos suscitados pelas Tecnologias Informáticas, estes poderão ser:

  • Protecção das liberdades individuais, designadamente a regulamentação dos ficheiros de dados pessoais;
  • Protecção dos direitos sobre criações intelectuais: bases de dados, “software”, etc;
  • Contratos informáticos sobre “hardware”e “software”;
  • Informatização da Administração Pública: o “e-Governo”;
  • Informatização dos actos jurídicos: assinatura, prova, pagamentos, contratos electrónicos;
  • Gestão de processos e actos processuais por via electrónica;
  • Informatização do trabalho: o tele-trabalho;
  • Criminalidade informática;

Informática Jurídica

A Tecnologia da Informação quando, utilizado como instrumento de trabalho para as instituições e os profissionais do Direito. Também poderá ser visto como ramo da Informática, que compreende as suas aplicações específicas ao mundo do Direito, nos aspectos de:

  • Tratamento da documentação jurídica: bases de dados e repositórios de legislação, jurisprudência e doutrina e dos diversos registos públicos;
  • Elaboração das normas jurídicas: procedimentos de discussão e elaboração das leis;
  • Administração da Justiça: funcionamento dos Tribunais, gestão dos processos, bases de dados de informações de carácter penal ou policial, administração prisional;
  • Transmissão do conhecimento jurídico: ensino do Direito apoiado em computadores;

Cinco estágios no desenvolvimento de uma e-empresa

Brochureware

Brochureware são Web sites que fornecem apenas informação institucional e comercial da empresa. Em alguns casos, este não é um estágio muito rentável, pois trata-se de um espaço na Inernet, que uma empresa possui para se apresentar aos seus clientes. Contudo é considerado um pré-requisito, pois permite, às pessoas externas à empresa, obterem uma panorâmica do seu negócio, histórial, situação financeira, horários, etc.

Interactividade

Neste estágio, já é permitido a interacção com os clientes. Nesta fase, às e-empresas já são capazes de criar um diálogo com os seus clientes, apoiando-os e dotando-os de voz e iniciativa.
Contudo, os clientes querem investigar e analisar as suas escolhas para poderem tomar as decisões que achem mais adequadas. Desta forma, o cliente deve ser capaz de autenticar-se através do nome de utilizador e palavra-passe, bem como colocar questões e chegar por si próprio à informação de que necessita.

Transacções

Neste estágio, as e-empresas já têm capacidade que permitem aos seus clientes efectuar transacções, ou seja, usar a Internet para expandir os seus negócios, como a compra ou venda de produtos.

Marketing one-to-one

O “Marketing one-to-one” é o Maketing dirigido a um único cliente e não a uma “massa”. Neste estágio, já é permitido personalizar a interacção com os clientes, de forma a assegurar a satisfação de cada um, em específico, mediante o conhecimento dos seus interesses.
Assim, as e-empresas são capazes de mostrar aos seus clientes, o que lhes poderá interessar mais e oferecer a melhor solução adequada ao seu perfil. Exemplo disso é o website Amazon.com, que é capaz de personalizer a oferta a cada visitante.

Comunidades de Interesse

Como o próprio nome indica, neste estágio é possível interligar clientes e parceiros de negócio em “cadeias de valor”, ou seja, numa comunidades de interesse.
Dado a um bom relacionamento, realizado pelo estágio anterior, existe aqui um sentimento de confiança, que faz com que os clientes ajudem a própria empresa, como por exemplo, na divulgação de opiniões sobre determinados produtos. Deste modo, não é necessário que a empresa tenha uma grande preocupação na divulgação /promoção dos seus produtos, uma vez que esta tarefa é realizada pelos seus clientes.

Miopia de Marketing na web

Na óptica de Marketing, um website deve ser compreedido como um veículo, que presta o serviço de satisfazer as necessidades dos visitantes mediante os benefícios que proporciona.

Ao criar um websites, um webmaster deve considerar tudo aquilo que os visitantes desejam /necessitem e não pensar em ter o melhor website da Internet. Nesta optica, construir um website do ponto de vista dos motores de busca, é um pensamento completamente errado, embora muito comum para na comunidade dos webmasters.

Assim, num website, a miopia do Marketing, consiste na visão inadequada dos objectivos ou do propósito do website. Exemplo disso, são websites que são muito bonitos em termo de design, cheios de animações, que muitas vezes além de serem pesadas, só desviam a atenção dos visitantes. E muito comum nestes sites os visitantes sentirem-se perdidos, não encontrarem o que procuram e não passarem muito tempos no site.

Para concluir, resta-me acrescentar que para ter um bom website, este deve compreender bem o pensamentos do seu publíco alvo e a experiência que proporcionada aos seus visitantes.
E claro que ter um website que esteja optimizado para os motores de busca, também é um factor de grande peso, pois os motores de busca,  têm perferência por estes websites quando listam os resultados das pesquisas.

Factores chave de sucesso e competências descritivas num website

A diferença dos factores chave de sucesso e das competências descritivas de um website, é tudo o que os utilizadores valorizam num website. Também podemos dizer, que as competências descritivas, são todas as competências intrínsecas, ou seja tudo aquilo que os utilizadores não valorizam, mas mesmo assim são muito importantes.

Tendo em conta estes dois aspectos, a missão de um website é permitir optimizar e aumentar as competências dos utilizadores e satisfazer as suas necessidades. Para que isso seja possível, é fundamental considerar três grandes aspectos fundamentais:

Conteúdo
Actualmente, quando um utilizador visita um website, este, está a procura de retirar o máximo de proveito do mesmo, através de toda a informação que está a seu dispor. Este aspecto é muito valorizado pelos utilizadores, contudo para que um website tenha sucesso, é necessário incluir opções para manifestar o interesse /motivações dos seus visitantes. Ao realizar um visita, é muito importante que o utilizador compreenda qual o propósito do website e tudo o que este tem para oferecer.

Acessibilidade
Este é outro factor crucial para o sucesso de um website. Para que um website atinja todos os seus objectivos, é fundamental que este tenha um acesso eficiente ou seja, que possua um caminho fácil de decorar e que não seja de difícil navegação.

Para tornar um website acessível, deve-se submeter o design na óptica dos visitantes e partir do seu ponto de vista, sabendo que a experiência e análise que estes fazem, é feita de dentro para fora. Para tal, é aconselhado um design minimalista e coerente. Basicamente um website deve:

  • Conter pouca informação nas páginas;
  • O conteudo deve estar organizado;
  • Ter um tom /aspeco informal ou até humorístico e conciso;
  • Simplificar as funções de pesquisa;
  • Conter opções alternativas para que os visitantes não abandonem a página;
  • Ter um tipo /tamanho de letra legível;

Interactividade
Basicamente diz respeito a personalização e costumização que um website permite aos seus visitantes. A Personalização diz respeito aos padrões e perfis de navegação dos utilizadores, das quais é possível retirar as preferências e os comportamentos dos mesmos. Assim a finalidade destes factores deverão ser:

  • Assegurar a fidelização dos visitantes;
  • Deixar os utilizadores controlarem os filtros subjacentes à personalização do conteúdo;
  • Estabelecer ligações entre outros websites e newsgroups;
  • Criar salas de chat;

Mercado dos webmasters na Internet

Ao longo do últimos anos, temos vindo a reparar o crescimento exponencial que a Internet, tem tido em Portugal. Com o passar dos tempo têm surgido cada vez mais ferramentas para o auxilio dos webmasters.

Já tive a oportunidade de ler, que todos os meses são criados centenas de websites. Uma das grandes consequências desse fenómeno é o facto de existir cada vez mais informação disponível na web portuguesa. Exemplo disso são os milhares de fóruns, blog e websites que partilham todos de um objecto em comum, ou seja a partilhar todo o conhecimento possível e imaginário.

Exemplo disso é o MaisDeals.com um projecto pioneiro em Portugal, que tem como objectivo primordial, disponibilizar aos seus visitantes um espaço gratuito, onde é comprar e vender recursos para os webmasters. Estes podem ser:

A meu ver este é um projecto que tem futuro, pois a médio / longo prazo poderá tornar-se num grande ponto de referência para muitos webmasters que procuram sobreviver num mercado cada vez mais super lotado com profissionais desta área.

A subida das vendas online de música

Música OnlineApesar do progressivo aumento de vendas de música on-line para 34%, a passar de 2,15 mil milhões de dólares para 2,87 mil milhões, não chegam para compensar as perdas do sector desde 2003. A federação internacional da indústria fonográfica mostra que é devido à grande queda de vendas de música em suporte físico, com os utilizadores a preferirem a Internet e o telemóvel, como meio de adquirirem música.

A venda de “ringtones” e faixas de músicas caíram, contrariamente à venda de álbuns que passaram a deter uma quota 16%, face aos 13% anteriormente.

O Financial Times explica que o mercado de música obteve uma facturação de 18,3 mil milhões de dólares em 2007, o que representa uma alarmante descida de 13% em comparação com a facturação de 15,6 mil milhões de dólares em 2006.

Os E.U.A são detentores deste mercado, com as vendas de 2007 a atingir os 10,4 mil milhões de dólares. Também detêm um grande desenvolvimento na venda on-line de música, a atingirem os 24% de vendas o ano passado.

Fonte:
http://tek.sapo.pt/4M0/824513.html